A Autoridade Portuária de Santos (APS) prevê iniciar, ainda nesta semana, a retirada do navio oceanográfico Professor W. Besnard, embarcação histórica que adernou no Porto de Santos no último dia 13 de março. A APS informou que a embarcação foi usada na primeira expedição brasileira à Antártida e em dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória, o que reforça seu valor histórico e institucional.
De acordo com a autoridade portuária, o caso é tratado como prioridade, mas com foco na segurança da navegação e na preservação ambiental. Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a expectativa é que a embarcação volte a flutuar em quatro ou cinco dias, permitindo sua estabilização e reduzindo riscos operacionais na área.
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De acordo com Pomini, foi feita uma contratação emergencial, com análise de propostas de cinco empresas, e escolhida a Marfort Serviços Marítimos para fazer o trabalho. O contrato, publicado nesta terça-feira no Diário Oficial da União, tem vigência de seis meses e inclui plano de mergulho, de segurança operacional, içamento, metodologia de reflutuação e contenção de poluição, além de docagem da embarcação em estaleiro para avaliação técnica sobre a possibilidade de recuperação.
A autoridade portuária informou que o navio pertence ao Instituto do Mar, para o qual foi doado após anos de uso pela Universidade de São Paulo (USP), mas a APS assumiu a responsabilidade por sua retirada por se tratar de situação de emergência declarada pela Capitania dos Portos. Como está parcialmente submersa no cais, a embarcação coloca em risco a segurança na área portuária.

















