O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) apresentaram um sistema para permitir a comunicação direta e em tempo real entre os órgãos e empresas que usam o programa Porto Sem Papel (PSP). O objetivo do IntegraPSP é a integração via interfaces de programação de aplicações (APIs, a fim de ampliar a segurança com mecanismos de autenticação, criptografia de ponta a ponta e controle de acesso.
Segundo o MPor e o Serpro, o sistema conta ainda com auditoria e monitoramento contínuo, que garantem integridade, rastreabilidade e capacidade de acompanhar o histórico das operações. A expectativa é de que o IntegraPSP esteja disponível para contratação a partir de maio de 2026, quando empresas habilitadas no Porto Sem Papel poderão acessar a solução por meio do modelo de comercialização estruturado pelo Serpro.
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Atualmente, os operadores portuários precisam alimentar seus sistemas internos e, em seguida, incluir as informações no Porto sem Papel, por interfaces web, para que sejam disponibilizadas aos órgãos competentes. De acordo com a avaliação do MPor, esse modelo gera redundância de esforço e aumenta o risco de inconsistências.
O Porto Sem Papel é um sistema de gestão portuária, desenvolvido pelo Serpro para o Ministério de Portos e Aeroportos, que centraliza o envio, o tratamento e o compartilhamento das informações necessárias à estadia de navios nos portos. Com o IntegraPSP, a troca de dados passa a ser automatizada, e os processos se conectam diretamente à nova interface, que envia as informações ao PSP de forma integrada, sem necessidade de redigitação.
A plataforma Porto Sem Papel reúne dados de interesse dos agentes de navegação e de órgãos públicos, como Receita a Federal, a Polícia Federal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Marinha do Brasil. O IntegraPSP, ao estruturar a comunicação por meio de APIs, substitui sistemas isolados por modelo interoperável, em que diferentes mecanismos se comunicam entre si.
Segundo o coordenador do Porto Sem Papel do MPor, Carlos Tiego Arruda, o IntegraPSP vai acabar com o gargalo da inserção manual e fragmentada de dados, que é um dos principais problemas nas operações por exigir a redigitação entre os sistemas das agências marítimas, operadores e outras empresas do setor e o PSP. Além disso, há descompasso entre a operação física e o processamento digital. “O fluxo de informação não acompanha o ritmo da logística, e o navio muitas vezes está pronto para operar, mas o papel digital ainda está em processamento”, informou Arruda.
O gerente de negócios do Serpro, Mauricio Paiva, explicou que o IntegraPSP é estruturado com arquitetura baseada em APIs que transforma o PSP em uma camada de serviços integrada ao ecossistema portuário. “Os sistemas passam a se comunicar diretamente, eliminando o tempo de resposta entre o envio e o processamento dos dados”, destacou.
















