RIO O alcance da meta de produção de petróleo em campos nacionais pela Petrobras em 2016, de 2,145 milhões de barris diários, é positivo para a companhia, mas a produção neste ano demandará mais atenção por parte do mercado, devido à queda do ritmo de investimentos, avalia o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A entidade esperava um volume de
produção da estatal no ano passado um pouco inferior à meta.
“O resultado de 2016 superou nossa expectativa, o que é muito bom”, afirmou Adriano Pires, diretor do CBIE. “Mas 2017 não será um ano tranquilo. A Petrobras está cortando muito custo e muito investimento. A Petrobras vai sentir na produção o corte de investimentos em função da dívida”, disse.
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A meta de produção de petróleo em campos nacionais da Petrobras em 2017 é de 2,07 milhões de barris diários.
Pires acrescentou que, com o plano de desinvestimentos da Petrobras e um maior número de investimentos de petroleiras privadas no país, a tendência, em longo prazo, é a participação da estatal na produção do país recuar. “Nos próximos anos, na minha opinião, a produção de petróleo “não Petrobras” vai crescer, e a produção de petróleo da Petrobras não vai crescer
tanto.” Gestão Parente
Para a consultoria WhatsCall, o atingimento da meta de produção em 2016 coroa a gestão de Pedro Parente na presidência da Petrobras. “Havia [em anos anteriores] muitos investimentos em E&P [Exploração e Produção] e a produção não subia. Era uma época muito frustrante. O resultado da produção em 2016 vem coroar a gestão de Parente”, disse o especialista Flávio Conde.
O ano de 2016 foi o segundo consecutivo em que a Petrobras atingiu a meta de produção, após 13 anos de insucesso no cumprimento do objetivo traçado no plano estratégico.
Para Conde, “tudo o mais constante”, as ações da Petrobras devem sofrer uma valorização no mercado hoje, devido ao resultado da produção.
Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito