O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (25) algumas das medidas que serão aplicadas aos portos e aeroportos, numa tentativa de contornar a greve de servidores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que promete atrasar a entrada de algumas mercadorias no País e o atracamento de navios. A agência é responsável por fiscalizar e autorizar o atracamento de boa parte dos navios que circulam pelos portos brasileiros, além de analisar os produtos importados que tenham relação com a saúde (como medicamentos e equipamentos para hospitais).
Segundo o ministro Alexandre Padilha, nos portos onde houver paralisação das atividades a ponto de dificultar o atracamento dos navios, essa autorização será dada diretamente pela Anvisa em Brasília - e não mais pelos portos. Outra medida será usar os serviços das esferas estaduais e municipais, sob supervisão da Anvisa, para fazer a análise das mercadorias que entrarem no Brasil. "Estamos fazendo avaliações diárias [sobre a necessidade de chamar as vigilâncias locais]. Até agora, não está sendo necessário", explicou Padilha.
O ministro descartou a possibilidade de falta de remédios nas farmácias, um temor que já circula entre os laboratórios farmacêuticos. "Não existe qualquer risco de desabastecimento de medicamentos", disse Padilha. E isso, afirmou o ministro, tanto pela decisão dos grevistas de manter a entrada das mercadorias tidas como essenciais, quanto pela proposta de convocar as vigilâncias locais para a triagem das mercadorias.
Fonte: Jornal Agora
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